Em 1942, em plena 2.ª Guerra Mundial, o presidente Getúlio Vargas baixou um decreto que proibia qualquer entidade de usar nomes relacionados aos países do Eixo, já que o Brasil estava do lado dos Aliados. Em março, então, o Palestra Itália passou a se chamar Palestra de São Paulo.
Reprodução
A alteração, porém, não foi suficiente. O clube continuou sob constante ameaça. A diretoria alviverde resolveu mudar o nome de Palestra de São Paulo para Palmeiras em homenagem à Associação Atlética das Palmeiras. Na foto, a mesa onde foi assinada a ata que mudava oficialmente o nome do clube.
Reprodução
Foi nesse clima bélico com o São Paulo que o novo Palmeiras foi ao Pacaembu naquele 20 de setembro. Acusados de estarem do lado da Itália na guerra, os jogadores resolveram entrar em campo segurando a bandeira brasileira.
Reprodução
A diretoria também fez a sua parte para tentar ganhar a simpatia dos torcedores dos outros clubes e anunciou que doaria a parte da renda que lhe coubesse para famílias das vítimas dos navios brasileiros atacados por submarinos nazi-fascistas.
Reprodução
Com a bola rolando, o Palmeiras foi melhor. Virou o primeiro tempo vencendo por 2 a 1 e logo no começo da segunda etapa ampliou a vantagem. A vitória poderia se transformar em goleada quando o árbitro marcou pênalti de Virgilio em Og Moreira aos 19 minutos do segundo tempo.
Reprodução
Revoltados, os são-paulinos impediram a cobrança e, em protesto, resolveram deixar o campo. Nascia ali um novo Palmeiras campeão. Ao Tricolor sobrou somente a pecha de
Reprodução
'O nosso time estava concentrado em Poá quando recebemos a notícia que o clube iria mudar de nome. Os jogadores ficaram revoltados. Eu até chorei', conta o ex-goleiro Oberdan Cattani, o único jogador vivo que participou daquele jogo.
Clayton de Souza/AE