Morador do Complexo do Alemão, no Rio, o jovem Bruno Itan seguiu seu sonho e tornou-se fotógrafo. Hoje, além de trabalhar na equipe do governador Sérgio Cabral, fotografa cenas do cotidiano da comunidade, como o seu primeiro festival de pipas, realizado em setembro
Bruno Itan/Divulgação
Meninos da comunidade folheiam uma lista telefônica, com a inscrição 'Educando para o Futuro' ao fundo.
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O último réveillon foi o primeiro com fogos de artifício no Alemão, diz Bruno Itan. “Antes, comemoração no Alemão era só tiro. No ano novo, no lugar de ir para a laje comemorar, as pessoas entravam em casa para se proteger das balas traçantes.” Ele passou a meia-noite em um ponto alto da comunidade para tirar a foto.
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Itan acompanha também os conflitos no Alemão e fotografou a ocupação, um ano atrás. No amanhecer de 28 de outubro de 2010, policiais reunidos na entrada do complexo se preparavam para iniciar a ocupação, “vigiados” pelos olhos no cartaz acima, um anúncio com um dos integrantes do Blue Man Group
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Moradores discutem com soldados da Força de Pacificação na véspera do 7 de setembro, em um dia marcado por conflitos no Complexo do Alemão. Na ocasião, tiros foram disparados de morros vizinhos em direção à comunidade, no que foi visto como um ataque de traficantes contra as forças do Exército.
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Em um cartaz, moradores fazem um protesto silencioso contra a presença contínua do Exército no Complexo do Alemão, que está completando um ano. “A relação dos moradores com o Exército está bem complicada”, diz Itan, afirmando que conflitos são comuns pela dificuldade de diálogo.
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A Igreja da Penha vista do Morro do Alemão, em uma noite chuvosa. Itan conta ter conseguido registrar o raio depois de uma hora de tentativas do alto da laje de sua casa. “É muito difícil. Quando estava prestes a desistir, consegui nas três últimas tentativas”, conta o jovem fotógrafo.
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Crianças brincam e mergulham em uma piscina armada na laje de uma casa no Morro do Alemão. “É muito comum na favela, faz muito calor”, diz Itan, que mora perto do local onde fez o registro. Ao fundo vê-se uma estação do teleférico e, no horizonte, uma ponta da Baía de Guanabara.
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Funcionários fazem a manutenção do teleférico do Alemão, que foi inaugurado em julho. As fotos que Itan da sua construção foram expostas no dia da inauguração, o que o levou a conhecer a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral – e a conseguir um emprego.
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Figura conhecida do Alemão, o senhor Antônio é mudo, mas “escreve tudo o que ele sente”, diz Itan. “Ele não fala, mas escreve o que pensa e posta na parede da casa dele”, conta. Uma das inscrições diz: “O amor real e puro não entra em coração burro.” E outra: “Só o amor vence o mal”.
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Morador do Morro do Alemão, Itan fotografa cenas do cotidiano das comunidades do complexo, procurando mostrar a rotina que não sai na imprensa. Aqui, jovens jogam futebol na quadra no alto do Morro da Baiana. Na contra-luz, a bola suspensa no ar está em frente ao ponto onde o sol está se pondo.
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Os entusiastas do Foto-Clube do Alemão reunidos na Serra da Misericórdia, em uma das saídas para fotografar a comunidade. Eles estão na estrada de terra por onde traficantes fugiram da Vila Cruzeiro durante a ocupação no ano passado, um dos pontos que costumam visitar nas saídas fotográficas
Dhani Borges/Divulgação