Regras mais duras para a Previdência

Projeto enviado ao Congresso prevê idade mínima mais alta e tempo de contribuição maior para se ter acesso aos benefícios.

Entenda o que muda

Grandes alterações

IDADE Não tem idade mínima 65 anos para todos
TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO 15 anos de contribuição 25 anos de contribuição
PARA RECEBER O TETO DO INSS É preciso contribuir sobre o teto, hoje em R$ 5.189,82 ter fator previdenciário de 1 e cumprir a regra 85/95 (quadro abaixo) Será preciso cumprir 49 anos de contribuição
SERVIDORES PÚBLICOS Têm regime próprio Regras do serviço público e do INSS serão as mesmas
APOSENTADORIAS ESPECIAIS Professores, policiais e bombeiros se aposentam após 30 anos de contribuição, para homens, e 25 anos de contribuição, para mulheres, sem idade mínima Extingue a maioria das aposentadorias especiais
APOSENTADORIA RURAL Idades mínimas de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres e a contribuição recaindo sobre sobre o resultado da produção 65 anos e a contribuição será um porcentual sobre o salário mínimo
PENSÕES É permitido o acúmulo de pensões em valores integrais Acaba com o acúmulo de pensões
MILITARES Têm direito a aposentadoria especial Nada muda na proposta

Como ficam as aposentadorias

Quem fica nas regras atuais

Como ficam as aposentadorias

Há duas opções e o trabalhador pode escolher a mais vantajosa para ele. O fator previdenciário, que é um fator multiplicador com valores pré-fixados, e a chamada Regra 85/95, que varia por gênero. Nesse caso, se faz a soma da idade com o tempo de contribuição. Hoje, mulheres podem se aposentar quando a soma dá 85, homens; quando o total dá 95 anos

QUEM ENTRA NA REGRA DE TRANSIÇÃO

O trabalhador que ainda não tem direito de se aposentar, mas está próximo a ter o direito. Entram na regra de transição:

Terá de pagar um “pedágio”, equivalente a 50% do período que falta para completar o tempo de contribuição

QUEM SEGUIRIA AS NOVAS REGRAS

Trabalhadores que ainda estão longe de se aposentar ou que ainda vão ingressar no mercado. As novas regras valem para:

Para cada ano que ele contribuir acima do piso de 25 anos, poderá acrescentar 1 ponto porcentual ao cálculo do benefício

Próximos passos

1 - Votação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que dirá se a matéria é compatível ou não com a Constituição

2 - Instalação da comissão especial na Câmara, que terá até 40 sessões para discutir a matéria. Previsão é votar parecer na comissão especial em fevereiro

3 - Votação no plenário da Câmara dos Deputados, em dois turnos, com maioria qualificada. São necessários ao menos 308 votos favoráveis em cada turno

4 - Começa tramitação no Senado. Assim como na Câmara, a análise é feita primeiro pela CCJ

5 - No Senado, não há comissão especial. A matéria, se aprovada pela CCJ, segue direto para o plenário. São necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos

É preciso fazer a reforma porque os gastos explodiram nos últimos anos

A idade mínima no mundo

Homem Mulher
Alemanha 65,1 65,1
Argentina 65 60
Autrália 65 64,5
bolívia 55 50
Colômbia 62 57
Coreia 60 60
EUA 66 66
Grécia 65 63,5
Itália 66 62
Japão 65 65
Noruega 67 67
Reino Unido 65 61,2
Rep. checa 62,5 61,3
Suíça 65 64
Venezuela 60 55

OUTROS PAÍSES EM QUE A REGRA PARA HOMENS E MULHERES É DE 65 ANOS

Homem Mulher
Canadá 65 65
Dinamarca 65 65
Finlândia 65 65
França 65 65
México 65 65
Holanda 65 65
Nova Zelândia 65 65
Portugal 65 65
Espanha 65 65
Espanha 65 65