Rússia 2018

Estrelas do Mundial

O Estadão mostra os grandes craques que vão disputar a Copa do Mundo, suas histórias e principais qualidades que poderão ajudar suas seleções na luta pelo título. Clique em “ver todos” para conferir a lista completa

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Paul Hanna/Reuters

James Rodríguez Colômbia flag

A maior esperança dos colombianos

Como em 2014, meia vai liderar a equipe

Por Daniel Batista

A Colômbia não tem um meia tão técnico e motivo de orgulho da nação desde a aposentadoria de Carlos Valderrama. James Rodríguez é o maestro de uma equipe que conseguiu fazer com que o futebol do país voltasse a ser respeitado. A Copa de 2014 foi uma mostra e, para a Rússia, o desafio é chegar ainda mais longe.

Sem poder contar com o parceiro Radamel Falcão, que se machucou às vésperas da Copa no Brasil, James Rodríguez comandou a Colômbia na campanha que acabou nas quartas do Mundial, após cair diante do Brasil, por 2 a 1. Ele marcou o gol de honra. Nas oitavas, eliminou o Uruguai com vitória por 2 a 0, com dois gols do meia. James ainda acabou a competição como artilheiro, com seis gols. Números que comprovam a sua importância.

“James tem força e é um atleta motivado. Temos de apoiá-lo, pois temos um grande jogador e o vejo como meu sucessor”, disse o ídolo colombiano Valderrama.

Assumir o protagonismo de um time se tornou uma rotina para James, que só viu seu estrelato perder o brilho quando passou pelo Real Madrid, onde sucumbiu diante de Cristiano Ronaldo, entre outros. Ele começou a carreira no colombiano Envigado e com apenas 15 anos já fazia parte da seleção colombiana sub-17. Com 17, foi para o Banfield, da Argentina, onde começou a chamar a atenção dos grandes clubes da Europa.

No clube argentino, James atingiu uma marca que ainda não foi batida. Ainda com 17 anos, marcou um gol contra o Godoy Cruz e se tornou o estrangeiro mais novo a balançar as redes no Campeonato Argentino.

Em 2010, foi negociado com o Porto, onde viveu seus melhores momentos no futebol europeu. Conquistou oito taças, entre elas a Liga Europa de 2011. O sucesso fez com que o Monaco resolvesse investir pesado e por ¤ 45 milhões (R$ 190, 3 milhões) o contratou em 2013, na segunda transferência mais cara do País, na época.

No clubes francês, fez dez gols em 38 jogos e com a lesão de Falcao Garcia se tornou a grande esperança da Colômbia na Copa no Brasil. O desempenho no Mundial foi tão bom, que ele realizou o sonho de muitos jogadores e conseguiu um contrato no Real Madrid.

Mas a euforia deu lugar a frustração. No clube espanhol, passou a maior parte do período no banco de reservas e se tornou apenas mais um, em meio a tantos craques. Assim, precisou deixar a equipe merengue para reencontrar a alegria e o bom futebol.

Em maio de 2017, chegou ao Bayern de Munique e voltou a ser protagonista. “Faz tempo que não vejo um camisa 10 como James Rodríguez. Um jogador com tanta gana e vontade. É um garoto que aproveita bem as oportunidades”, comentou Freddy Rincón. Na Rússia, James terá a chance de mostrar ao mundo que sua técnica pode levar a Colômbia a voos mais altos

Velocidade
8
Habilidade
8
Cabeçada
6
Finalização
8.5
Drible
7.5

Nossa avaliação

Os jogadores foram selecionados de acordo com sua qualidade técnica no principal mercado do mundo, a Europa. Foram avaliados os quesitos cabeceio, habilidade, velocidade, drible e finalização e as notas foram dadas pela equipe de Esportes do Estadão. A cada sábado, uma história nova - serão 32 jogadores ao todo.

Edição Robson Morelli / Textos Almir Leite, Ciro Campos, Daniel Batista, Glauco de Pierri, Gonçalo Junior, Marcio Dolzan, Matheus Lara, Paulo Favero, Raphael Ramos e Wilson Baldini Jr.