DEZEMBRO DE 2009 - As três principais agências de classificação de risco, Fitch, Standard & Poor's e Moody's, dão início a um prolongado ciclo de corte no rating da Grécia. No mesmo mês, Comissão Europeia e BCE pedem medidas para evitar o colapso do país
John Kolesidis/Reuters
FEVEREIRO DE 2010 - O governo grego anuncia medidas para cortes gastos e reduzir o déficit público de 13% do PIB em 2009 para 3% em 2012. Dívida se eleva a 113% do PIB.
Reuters
MARÇO DE 2010 - Cerca de 50 mil gregos tomam as ruas para protestar contra os planos de austeridade em um movimento nacional
Pascal Rossignol/Reuters
MAIO DE 2010 - Cinco meses após os primeiros sinais de crise na Grécia, a UE anuncia pacote de € 110 bi de ajuda ao País. População sai às ruas; três manifestantes morrem.
1º DE JUNHO DE 2011 - UE, FMI e Grécia concordam que o país vai precisar de ajuda extra
Yiorgos Karahalis/Reuters
4 DE NOVEMBRO DE 2011 - George Papandreou, primeiro-ministro grego, ganha voto de confiança no Parlamento e abre caminho para aprovação de pacote de austeridade
6 DE NOVEMBRO DE 2011 - O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, deixa o cargo; Lucas Papademos assume
FEVEREIRO DE 2012 - Governo aprova nova redução de pensões para economizar € 75 milhões
12 DE FEVEREIRO DE 2012 - Eurogrupo aprova segundo pacote de ajuda ao país, de € 130 bilhões, mas analistas dizem que o pacote é insuficiente no longo prazo
Yiorgos Karahalis/Reuters
MARÇO DE 2012 - Após meses de negociação, a Grécia finaliza acordo com credores privados. O tamanho do calote: 206 bi de euros, o maior do mundo e acima do recorde anterior, da Argentina (60 bi de euros)
Murad Sezer/Reuters
MARÇO DE 2012 - Insatisfeitos com o plano de austeridade, os gregos dão o recado nas urnas e ampliam a presença de radicais no Parlamento, mas não conseguem imprimir maioria, levando o país a um novo impasse.
Nikos Pilos/NYT
JUNHO DE 2012 - Às vésperas da eleição, o líder do partido Nova Democracia (ND, direita), Antonis Samaras, diz quer renegociar socorros. A afirmação tenta reduzir os argumentos de seu principal adversário, o líder do partido de extrema-esquerda Syriza, Alexis Tsipras, que prega o rompimento do acordo baseado em políticas de austeridade defendidas pela Alemanha
Afp